Informativo
EDITORIAL: BOLSONARO CASTIGA O POVO COM DESEMPREGO RECORDE
Os desastres sociais provocados pelo governo
do presidente Jair Bolsonaro parecem não ter fim. Pode-se alinhar, entre outras
medidas, o corte pela metade da ajuda emergencial, o veto às vacinas contra a
Covid-19, a forte recessão e a escalada do desemprego. Há ainda a prévia da
inflação, que, pressionada por alimentos, vai a 0,94% em outubro, maior alta
para o mês desde 1995. Isso explica as razões de Bolsonaro ser um péssimo cabo
eleitoral nas grandes cidades nessas eleições municipais.
O número de pessoas desocupadas no Brasil,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou a 13,5
milhões em setembro, equivalente a 14% dos trabalhadores, maior taxa mensal da
série histórica. Em maio, a população desocupada era de 10,1 milhões, saltando
para 12,9 milhões em agosto e 13,5 milhões no mês passado. Isso representa alta
de 33,1% desde o início da pesquisa. Em agosto a taxa de desocupação era de
13,6%.
Outro dado revelador sobre as consequências
da política econômica bolsonarista acaba de ser revelado pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI). Uma pesquisa da entidade mostra que o setor
industrial brasileiro está com dificuldade de obter insumos para a produção.
De acordo com o estudo, 68% das indústrias
relataram problemas para encontrar matérias-primas no mercado doméstico em
outubro. Com o estoque reduzido, 44% das empresas já têm deixado de atender
clientes ou atrasado entregas. As pequenas empresas são as mais afetadas.
Enquanto 66% das grandes têm dificuldade de atender os clientes, o número sobe
para 70% nas pequenas.
As consequências são sentidas em toda a
economia, mas o povo que depende de trabalho para sobreviver é o mais atingido.
Com o agravante de que, pela intenção do governo, nem renda emergencial haverá
a partir do ano que vem. Até lá, segundo a intenção de Bolsonaro e de seu
ministro da Economia, Paulo Guedes, quem depende desse recurso terá de se virar
com metade do que vinha recebendo – a maioria, com parcos R$ 300 por mês.
Esse cenário mostra com nitidez o previsível fracasso
de uma política econômica voltada pera a administração do Estado a serviço do
parasitismo financeiro. Para garantir o funcionamento desse sistema, a imensa
maioria do povo é levada a sacrifícios desumanos. Recursos que deveriam estar à
disposição de urgências como o auxílio emergencial e ajuda às micro, pequenas e
médias empresas são blindados para alimentar a farra financeira.
O pior de tudo é a manifesta intenção do
governo de não mover uma palha no sentido de buscar amenizar os efeitos da
crise econômica, que tende a se estender e se aprofundar numa espiral sem fim a
vista, o que prenuncia uma catástrofe social de dimensões imprevisíveis. Não é
possível vislumbrar medidas para combater os efeitos da recessão, agravados com
a pandemia, sem uma política de Estado voltada para as necessidades básicas da
imensa maioria da população.
São constatações que reforçam a importância
de uma ampla unidade na busca de alternativas ao que propõe o governo
Bolsonaro. Suas promessas de cortar cada vez mais recursos do orçamento público
destinados ao atendimento das questões sociais e investimentos, atingindo de
maneira drásticas itens como Saúde e Educação, são receitas certas para
aumentar o drama social que já castiga duramente o país.
Fonte:
Portal Vermelho
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