Informativo

16/01/2026

RECEITA FEDERAL DESMENTE NOVA FAKE NEWS DE NIKOLAS SOBRE O PIX

Segundo o órgão, as novas mentiras que circulam nas redes sociais têm “o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado”.

Por Murilo da Silva

Há um ano, o deputado federal de extrema direita Nikolas Ferreira (PL-MG) publicava um vídeo mentiroso em que dizia que o governo federal iria monitorar transações via Pix. Esse foi o estopim de uma série de fake news(notícias falsas) criadas pela oposição com o objetivo de prejudicar o governo Lula. Sem punição pelo ato, o deputado voltou a repetir a dose nesta terça-feira (13) com um novo vídeo reafirmando a mentira.

O ato covarde de Nikolas — que prejudica a população com novas mentiras no sentido de assanhar a extrema direita cada vez mais enfraquecida com a derrocada bolsonarista — foi prontamente rebatido pela Receita Federal. Em comunicado, é esclarecido que não há qualquer tributação ou monitoramento sobre as movimentações financeiras via Pix.

“São completamente falsas as informações sobre monitoramento de movimentações financeiras via Pix para fins de tributação. A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Não existe tributação de Pix e não existe tributação sobre movimentação financeira”, afirma o órgão.

De acordo com a Receita, a população deve estar atenta para os riscos da desinformação, inserida neste contexto para atender aos interesses do crime organizado.

“Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado […] O combate ao crime organizado não será prejudicado por pressões de quem quer que seja. A Receita Federal alerta que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro com essa finalidade é uma prática perigosa, porque incentiva criminosos a aplicarem golpes contra as pessoas com base na mentira. No momento em que esse tipo de fake news é lançada, os criminosos se aproveitam para enviar anúncios e mensagens falsas via redes sociais e outras formas de comunicação, como telefone e Whatsapp, com a finalidade de coagir as vítimas”, diz o órgão.

Conforme a Receita, a nova mentira divulgada visa atacar a Instrução Normativa da Receita Federal nº 2.278 de 2025, que trouxe mais transparência para as movimentações financeiras das fintechs, que estavam sendo utilizadas por organizações criminosas para lavar dinheiro e ocultar patrimônio, como na Operação Carbono Oculto.

Sem citar diretamente Nikolas, a Receita ressalta que a divulgação de informações falsas, além de incentivar crimes, tem como finalidade a monetização dos vídeos por seu divulgador, o que é justamente o que o deputado é acusado de realizar. Reportagens investigativas indicaram que ele, para fazer com que seus vídeos ganhem popularidade e, com isso, rendam mais dinheiro via monetização, chegou a investir mais de R$ 750 mil na Meta, controladora do Instagram e do Facebook.

O órgão subordinado ao Ministério da Fazenda ainda salienta que os divulgadores de notícias falsas também querem com seus atos esconder os reais avanços conquistados pela população, como a da isenção do Imposto de Renda: “É isto o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba: a partir de janeiro deste ano, quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do Imposto de Renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto”, finaliza a Receita, ao destacar que “quem dissemina fake news quer o mal do Brasil e dos brasileiros. Não caia em fake news!”

Fonte: Portal Vermelho

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