Informativo
FLÁVIO DINO DIZ QUE É HORA DE OFERECER UM PROJETO DE FUTURO AO PAÍS
O governador do Maranhão, Flávio Dino
(PCdoB), disse que a esquerda jamais chegou ao poder em âmbito nacional sem
alianças e tampouco conseguiu governar sem elas. “Não é hora de retaliações
quanto ao passado. E sim de fincar os pés na realidade presente e oferecer um
projeto de futuro para a nossa Nação”, escreveu no Twitter nessa segunda-feira
(9).
Ele ainda fez o registro da sua participação
no Fórum “Direitos Já, Democracia Sempre”, em São Paulo, onde compareceram 16
partidos e representantes dos movimentos estudantis, sindical e social.
“Falei sobre o que quis, inclusive sobre o
direito à liberdade do ex-presidente Lula, e fui muito aplaudido. Acho o
movimento valioso e participarei sempre que convidado”, afirmou.
Na ocasião, o governador apresentou alguns
desafios para o aprofundamento da unidade. O primeiro deles diz respeito à
defesa irrestrita, incondicional e corajosa da soberania nacional.
“Para nos opor, nos diferenciar da
apropriação farisaica do verde e amarelo por parte daqueles que dizem ser
patriotas, mas hoje, de modo vil, atendem sobretudo a interesses estrangeiros.
Aquilo que o saudoso Leonel Brizola chamava de perdas internacionais. Temos que
opor a soberania nacional à essa lógica”, defendeu.
Para ele, a segunda tarefa é o resgate da
bandeira da corrupção. “Nós perdemos uma bandeira que sempre nos pertenceu. O
combate à corrupção. Foi transformado em instrumento de luta contra o campo
popular do Brasil e nós não podemos nos conformar com isso”.
“Porque se tem lideranças, movimentos que se
opõem de modo visceral e autêntico à corrupção, somos nós que aqui estamos e
não aqueles que utilizaram da fraseologia contra a corrupção para, na verdade,
ocultar a maior das corrupções, que é a obscena desigualdade social e a
concentração de renda no Brasil”, afirmou.
SÓCIOS
DO GRANDE CAPITAL
Como ex-juiz federal, Flávio Dino disse que
seus colegas das corporações jurídicas públicas acabaram comparecendo como
sócios do grande capital na tarefa de destruir a democracia e utilizaram a
causa da corrupção para, na verdade, perpetuar privilégios de casta e de classe
no Brasil.
“É fundamental que ergamos as bandeiras do
Direito Já, colocando alguns conteúdos indeclináveis e inafastáveis nesse
conjunto de direitos. É claro que aqui ecoam milhares de vozes acerca dos
direitos, acerca dos direitos a serem celebrados. E eu destaco,
particularmente, como professor que sou, Educação, Ciência e Tecnologia. Esta é
uma tarefa que deve nos unir sempre. Porque não há uma nação justa e soberana
com esse processo de destruição criminoso que está em curso hoje no Brasil
contra a escola pública, contra a universidade pública, contra as bolsas,
contra a pós-graduação brasileira, contra os cientistas, contra o pensamento
nacional”, observou.
Na sua opinião para defender direitos civis
não podem haver bandeiras que dividam o movimento. “Eu tenho dito que o
ex-presidente Lula não deve, neste momento, ser objeto de um debate se é
inocente ou culpado. Não é este o debate. O debate que deve ser feito é se ele,
como qualquer brasileiro, tem direito a um julgamento justo, técnico,
independente, nos termos da lei. E ele não teve isto. De modo que eu acho que
essa bandeira não tem dono e nem é uma bandeira que deve nos dividir em razão
das preferências ou antipatias normais em relação a qualquer político
brasileiro”.
Ele ainda criticou as ações do ex-juiz Sérgio
Moro. “Eu sou daqueles que dizem que se um juiz é sócio da acusação, ele é
tudo, menos um juiz”.
No final, disse que o pressuposto para o
encontro dar certo estava no que o padre Júlio Lanceloti falou no encontro.
“Está no plano do sentimento. Sobretudo daqueles mais pobres deste país que
precisam ter seus direitos respeitados”, concluiu.
Fonte:
Portal Vermelho, com informações da UMES-SP | Foto: Divulgação
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