Informativo
O GOLPE FAZ 5 ANOS EM AGOSTO E CTB OFERTA LIVRO QUE FAZ UMA ANÁLISE CLASSISTA DO IMPEACHMENT
No dia 30 de agosto completam-se 5 anos da
data em que o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff foi consumado. Os
sindicalistas precisam compreender em profundidade aqueles acontecimentos que
ocorreram em 2016 e deram curso a uma agenda profundamente nefasta para a
classe trabalhadora brasileira.
No livro “O golpe do capital contra o
trabalho” o jornalista Umberto Martins, assessor da presidência da CTB, propõe
uma leitura dos acontecimentos políticos em curso no Brasil desde o impeachment
da presidenta Dilma Rousseff sob a ótica da classe trabalhadora.
Resgata, com este objetivo, conceitos
polêmicos como classes sociais e luta de classes, enfatizando a participação
das classes no drama político e as ligações nem sempre transparentes entre
economia e política, que subordinam as instituições políticas ao poder
econômico.
O caráter de classes do golpe se revela na
medida em que seu principal objetivo foi favorecer os interesses das classes
dominantes, ou seja, dos grandes capitalistas nacionais e estrangeiros e dos
latifundiários, que apoiaram e sustentaram a deposição de Dilma Rousseff.
A classe trabalhadora, em contraposição, é
apontada no livro de Umberto Martins como a principal vítima dos golpistas e
também a principal força de resistência e luta contra o retrocesso social e
político promovido pelo governo Temer.
É pobre e enganosa a leitura da conjuntura
quando focada principalmente, ou exclusivamente, nas ações individuais dos seus
protagonistas políticos, que no caso foram ou são meros instrumentos da
operação golpista. Temer, Cunha e Aécio Neves estrelaram o filme, em sua
abertura, mas são personagens que, embora relevantes, foram ou estão sendo
devorados pelo golpe, o que é interpretado por alguns analistas superficiais
como sinal de que o este derivou para o caos.
Interesses e forças sociais mais amplas e
mais poderosas, expressas no que o livro define sinteticamente como o Capital
em oposição ao Trabalho, estão por trás do golpe. Compreendem o grosso da
grande burguesia brasileira, urbana e rural (os modernos latifundiários do
chamado agronegócio), e sobretudo a burguesia financeira internacional, que
comanda a ordem imperialista e cujos interesses orientam as políticas externas
das potências capitalistas, com destaque para os EUA, que foram na realidade os
regentes da orquestra golpista.
Em contraste com a aparência de caos, o fio
condutor do golpe é uma ofensiva sem fronteiras contra direitos e conquistas
seculares da classe trabalhadora, que desde 2016 vem sendo imposta sem diálogo
e sem escrúpulos: a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, a MP 905, o
novo regime fiscal fundado no congelamento dos investimentos públicos, as
privatizações e entrega das riquezas nacionais, o estímulo aos crimes
ambientais, as pregações neofascistas, o retorno da censura, a criminalização
das lutas e ofensas diárias contra o que nos resta da frágil e golpeada
democracia brasileira.
Vê-se que, na verdade, não há caos, mas uma
linha coerente de consumação do projeto que foi esboçado na “Ponte para o
futuro” de Temer e nos “15 pontos” de Aécio Neves. O coroamento do golpe veio
com a eleição de Bolsonaro após a prisão de Lula, afastado da corrida
presidencial por pressão dos militares e mais tarde inocentado dos falsos
crimes que lhe foram imputados pelo ex-juiz Sergio Moro, um lacaio do
imperialismo norte-americano.
Os trabalhadores não são golpeados apenas
pelas reformas na legislação social, mas por um conjunto bem maior de
iniciativas governamentais, inclusive aquelas que ofendem interesses nacionais
mais amplos, como é o caso da alteração nas regras do pré-sal, do
enfraquecimento da Petrobras e das empreiteiras e da mudança da política
externa.
Não se trata de uma análise neutra ou um
retrato imparcial da conjuntura. É um texto engajado na luta da classe trabalhadora
por uma sociedade mais justa, voltada para a satisfação das necessidades e
demandas populares e a construção de um Brasil próspero, democrático e
soberano.
O preço do exemplar na oferta é de R$ 30,00.
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