Informativo
Adilson Araújo: Sem o povo não há saída para a superação da crise brasileira
Presidente nacional
da CTB, segunda mais influente central sindical do Brasil, o bancário Adilson
Araújo está convicto de que somente a resistência popular, a luta nas ruas,
será capaz de barrar mais uma investida do projeto neoliberal contra o povo
brasileiro, que é a reforma da Previdência.
Em entrevista
exclusiva a O Bancário, ele propõe a unidade das forças
progressistas em defesa da democracia social e do Estado de direito e deixa
evidente que o enfrentamento ao neoliberalismo vai muito além da luta no plano
institucional.
O
BANCÁRIO - Como impedir que a reforma da Previdência seja votada antes da
eleição presidencial do próximo ano?
ADILSON
ARAÚJO -
Luta intensa nas ruas e no Congresso Nacional, pressionando as bases dos
parlamentares aliados ao governo e denunciando ao conjunto da sociedade o que
representa a proposta de “reforma” da Previdência Social, que na verdade acaba
com a aposentadoria. Enfrentamos também uma campanha brutal do governo, com
forte apoio da mídia hegemônica, para aprovar o pacote de maldades que,
sordidamente, Temer um dia chamou de “ponte para o futuro”.
O
BANCÁRIO - É possível barrar a reforma da Previdência só pela via
institucional?
ADILSON
ARAÚJO - Barrar
uma proposta como essa exige mobilização, resistência e luta em diferentes
frentes. Somente com o empenho dos diversos setores organizados da sociedade
junto com o movimento sindical conseguiremos alavancar uma onda de resistência
que pode contrabalancear o cenário de disputa no interior do Congresso
Nacional. A luta conjugada entre as frentes de massa e institucional são
estratégicas para a disputa em curso.
O
BANCÁRIO - Por que um governo denunciado por corrupção, com 95% de rejeição, e
um Parlamento investigado, têm conseguido impor uma agenda tão impopular?
ADILSON
ARAÚJO - Estamos
diante do Congresso mais conservador desde 1964, um Congresso que tem políticos
comprometidos com o povo e com seus interesses particulares. Por trás do
chamado movimento “Não Vai Ter Copa” e das chamadas “Jornadas de Junho” estavam
as sementes da complexa conjuntura que se instalou no país e elegeu, em 2014, o
Congresso Nacional mais venal de nossa história. Depois disso, estavam dadas as
bases necessárias para empurrar o país para a crise política que desaguou no
golpe parlamentar de maio de 2016.
O
BANCÁRIO - As centrais sindicais têm plano para reverter a agenda neoliberal na
pró- xima legislatura?
ADILSON
ARAÚJO - O
ano de 2018 será tão intenso quanto foi 2014. A diferença é que se lá lutamos
por avanços nas mudanças, aqui a luta partirá da defensiva. Com a defesa de
direitos consagrados e pela edificação de um projeto que recoloque o Brasil nos
rumos do desenvolvimento com geração de emprego, valorização do trabalho e
distribuição da renda. É bom acrescentar que o movimento sindical não luta apenas
pelos interesses corporativos da categoria, mas abraça uma causa maior,
estreitamente vinculada à melhoria de vida dos trabalhadores e trabalhadoras, o
desenvolvimento nacional, a valorização do trabalho, a afirmação da soberania
nacional e da democracia. Um Brasil próspero, democrático, soberano e voltado
para o bem estar do povo depende de sindicatos fortes, em sintonia com os
interesses nacionais.
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