Informativo
Manuela: Unir trabalhadores e trabalhadores por um projeto para o país
A pré-candidata do PCdoB à
presidência da República, Manuela D’Ávila afirmou nesta sexta-feira (15), em
São Paulo, que é possível sonhar com um país que retome o investimento e
garanta a geração de emprego no Brasil. A declaração foi na plenária nacional da
Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) que reuniu dirigentes
de diversos segmentos e estados. “Em 2018 nós temos a obrigação de falar com
trabalhadores e trabalhadoras sobre o futuro”, disse Manuela.
Na opinião da pré-candidata, é
preciso construir uma frente que compreenda a necessidade de construção de um
novo projeto nacional de desenvolvimento com ampla participação dos
trabalhadores. “Mais que falar eu vim aqui, Adilson (presidente nacional da
CTB), pedir o apoio da CTB. Não à minha pré-candidatura como poderia parecer
mas eu vim pedir o apoio de vocês para que a gente possa construir
conjuntamente o nosso projeto nacional de desenvolvimento”, declarou Manuela.
Ela enfatizou que falar sobre
o futuro não significa abrir mão da denúncia do golpe. “Nós temos que falar
sobre o passado sempre mas se nós ficarmos presos no passado nós não
disputaremos o medo real que as trabalhadoras e os trabalhadores tem com a
incerteza gerada pela crise. Nós estamos lidando com um povo que vive as piores
inseguranças causadas pela crise econômica”, lembrou citando a reforma
trabalhista e a Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os gastos
com saúde e educação.
“Quem mais sofre a
consequência do golpe é a classe trabalhadora, que sofre o drama do desemprego
que sofre o drama da poda dos direitos sociais e trabalhistas, portanto,
dialogar em torno de um projeto de nação que destine centralidade e atenção
especial à valorização do trabalho está em sintonia com os princípios fundantes
da nossa central”, analisou Adilson Araújo, presidente da CTB.
Metalúrgicos, trabalhadores da
educação, setor público, petróleo e gás, trabalhadores rurais foram alguns dos
setores presentes à reunião. “Temos aqui uma base social representada que
poderá contribuir muito para o diálogo para a construção de um projeto nacional
para o país. Agora cabe a nós potencializarmos esse canal inaugurado”, comentou
Adilson. Segundo ele, a CTB vai promover o diálogo com pré-candidaturas que
demonstrem compromisso com a agenda de defesa dos direitos da classe
trabalhadora.
PROTAGONISMO DOS TRABALHADORES
Manuela propôs uma parceria
entre a CTB e a pré-candidatura do PCdoB para aprofundar a reflexão sobre os
efeitos das medidas pós-golpe na população brasileira. “Qual é o desespero da
mulher brasileira que tem a emenda constitucional 95, a emenda da maldade, que
hoje (sexta-feira) completa um ano, que corta os investimentos em política
social, e também a reforma trabalhista diante do futuro? É a insegurança, é o
medo”.
Na opinião da pré-candidata, é
preciso “disputarmos essas mulheres e esses homens para o futuro para um
projeto de país para a ideia de que há a necessidade de o Estado ter, sim,
papel na retomada do crescimento econômico que nós já tivemos”. Manuela lembrou
que em 2013 20% do investimento feito no país veio de verbas públicas.
CONHECIMENTO DE CAUSA
Celina Arêas e Mônica
Custódio, respectivamente, secretárias da mulher trabalhadora e da igualdade
racial da CTB, afirmaram à reportagem do Portal Vermelho que Manuela tem
conhecimento de causa, especialmente quando se dirige aos direitos das
mulheres. “As eleições 2018 ganham com a presença da pré-candidatura da
Manuela, que passou a vida parlamentar com a responsabilidade de discutir
políticas para as mulheres. Ela quer ouvir a classe trabalhadora especialmente
as mulheres que são as mais atingidas pelo golpe”, analisou Celina.
Mônica concorda com Celina e afirma que a pré-candidatura da Manuela traz
"o novo" para as mulheres. “Ela tem o sentimento de uma mulher jovem,
mãe, ela sabe do que estamos falando, nós mulheres trabalhadoras. Enquanto
parlamentar ela tem também o entendimento do que significa, do que é ser mulher
em uma sociedade onde somos maioria na população mas somos irrisórias para a
economia, política e contexto histórico. Ela defende uma transformação social
que não é para as mulheres mas para a sociedade”.
PSDB: CONTINUIDADE DA POLÍTICA DE TEMER
Manuela lembrou que são
exatamente as mulheres as principais vítimas da crise econômica. “A diminuição
do Estado é absolutamente lesiva para todos os trabalhadores mas ela ainda é
mais cruel com as mulheres”, enfatizou. Ela fez críticas a candidatos que
insistem no atual modelo econômico do governo Temer como a saída para a crise.
Ela lembrou que o discurso do possível pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin,
é de continuidade da política em vigência. “Para eles o caminho para sair da
crise é a destruição dos direitos sociais, a destruição do Brasil, a venda do
Brasil para outras nações, a isenção de tributos para as petroleiras de outros
países e o nosso trabalhador se ferrando. Essa é a equação deles para superar a
crise”, apontou.
“E qual a nossa equação para
superar a crise? Como podemos garantir a retomada do crescimento econômico com uma
visão que privilegie os trabalhadores e as trabalhadoras, os nossos direitos
sociais. Então isso que eu vim falar para vocês”, disse Manuela. Ela detalhou
que o debate que a pré-candidatura propõe passa pela reflexão sobre os efeitos
das medidas de Michel Temer e a defesa de um referendum revogatório da reforma
trabalhista e Emenda Constitucional 95.
REVOGAR MEDIDAS DE TEMER
João Paulo Ribeiro, o JP,
secretário de trabalhadores do setor público da CTB, considerou fundamental a
posição de Manuela ao defender a revogação da EC 95. “É fundamental a revogação
da Emenda 95 porque ela quer dizer o engessamento e o não investimento nem na
contratação de novos servidores nem no desenvolvimento das políticas públicas
no país. O fato de uma pré-candidatura assumir uma revogação de uma questão que
engessa o desenvolvimento eu acho que é fundamental”, declarou JP.
Manuela também destacou a
necessidade do debate sobre o papel da indústria brasileira e quais medidas
precisam ser revertidas. “Eu falei da reforma trabalhista e da emenda
constitucional 95 mas tem outras como (a que altera) a Taxa de Juros de Longo
Prazo (TJLP), que tem relação direta com a indústria nacional e com a perda dos
empregos de qualidade aqui no nosso país”, acrescentou a pré-candidata.
REINDUSTRIALIZAÇÃO: INTERESSE NACIONAL
O presidente da Federação
Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Marcelino da
Rocha, lembrou que a pauta da reindustrialização deve ser levada pelos
trabalhadores do setor a todas as pré-candidaturas como pauta de interesse
nacional. “A indústria é um setor que em qualquer economia, de qualquer pais no
mundo o Estado tem papel fundamental na potencialização e recuperação do pólo
industrial como elemento para o desenvolvimento, geração de emprego e
distribuição de renda. Vejo como fundamental a Manuela incluir esse tema no
programa para o Brasil”.
Como subsídio para o debate da
reindustrialização, a Fitmetal promoveu em parceria com o Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) um conjunto de
debates em 10 estados com o tema “Indústria e Desenvolvimento”. Entre os
participantes estiveram especialistas no tema, representantes de universidades,
empresas e entidades de trabalhadores. O conteúdo será sistematizado no próximo
ano pela Fitmetal para oferecer elementos para o debate sobre o papel da
indústria no país.
Fonte: Railidia Carvalho do Portal Vermelho
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