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Rejeitado e com base rechada, Temer perde força para votar Previdência
Depois de engavetar a denúncia contra Michel Temer - uma vitória com cara de derrota -, o governo sofre para tentar colocar a reforma da Previdência na pauta de votação ainda este ano. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em entrevista à TV NBR, nesta segunda-feira (30), que a votação deve ser ainda em novembro.
Desde o início do ano, o governo tenta emplacar a votação, sem sucesso. Na votação que salvou Temer da investigação por crimee de obstrução à Justiça e lavagem de dinheiro, o governo conseguiu 251 votos, bem menos dos 308 necessários para aprovar uma emenda à Constituição, que é o caso da reforma da Previdência.
Com um índice de 3% de aprovação, o mais baixo da história, e rejeitado por 77% dos brasileiros, segundo levantamento feito pelo Ibope, Michel Temer é o presidente mais impopular desde o fim da ditadura. Mas para Meirelles, isso não interferirá na votação da Previdência. E mais, disse que a votação da denúncia contra Temer é um tema independente de uma eventual votação pela reforma.
"São duas coisas diferentes. Ali estava se decidindo uma coisa. Outra coisa é a adesão da Previdência. São dois assuntos completamente diferentes. Existem muitos parlamentares que votaram de uma maneira e que agora poderão votar de outra. Portanto, nossa perspectiva é que há possibilidade da aprovação ainda neste ano", afirmou.
Meirelles acredita que é possível a aprovação da reforma porque ela "é uma necessidade do país", mas já admite que ela não deve sair este ano, quando afirma que, caso não aprovada neste ano, o governo vai insistir nela no próximo ano.
“O próximo ano é eleitoral. É difícil a aprovação de medidas desse porte no próximo ano. É muito importante que seja feita [a aprovação] neste governo. Teremos eleição ano que vem", afirmou.
Enquanto o governo tenta demonstrar um falso otimismo, os parlamentares indicam que a reforma da Previdência definitivamente não está na agenda do Congresso. O clima é de desânimo entre os deputados da base aliada. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já avisou que o governo não vai conseguir aprovar o projeto como está.
O Planalto também já admite fatiar a reforma para tentar aprovar um "projeto possível". Três pontos foram elencados como principais pelo governo, que representam 75% das mudanças: a idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, a equiparação das regras da iniciativa privada e do serviço público e as normas de transição.
Com a base esfacelada, nem mesmo na bancada do PMDB, partido de Temer, os votos estão garantidos. A base considera que houve muito desgaste para barrar as denúncias contra Temer e não há mais espaço para pautas impopulares.
Um deputado da base aliada já avisou que a reforma da Previdência é “agenda do governo, não dos parlamentares”. “Politicamente, até o Rodrigo Maia (DEM-RJ, presidente da Câmara) tem consciência de que é praticamente impossível”, disse um parlamentar.
Rachado, o PSDB também demonstra incerteza, apesar de defender a reforma. “A pauta morreu. Sem chance de votar este ano”, resume o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG). Para ele, o fato de o governo insistir no assunto é “uma tentativa de mostrar serviço”. “A minha opinião é de que a reforma tem que ser discutida pelos próximos candidatos, com os eleitores, não agora”, destacou.
O líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), disse que, apesar de não ser a melhor alternativa, deixar a votação para o próximo ano talvez "seja a única que resta”.
"Não adianta pensar no texto se não tiver o apoio necessário. E, hoje, não tem nem texto nem apoio”, disse. “É complicado conseguir votar agora, mesmo enxugando o texto e deixando só idade mínima”, admite.
Fonte: Portal Vermelho, com informações de agênciasVeja mais
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