Informativo
EM MANIFESTO, CIRO, HADDAD, BOULOS E DINO PEDEM RENÚNCIA DE BOLSONARO
247 - Os
ex-presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos
(PSOL), além do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pedem em manifesto
a renúncia de Jair Bolsonaro por ser ser "um presidente da República
irresponsável", que agrava a crise do coronavírus pois "comete
crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos".
"Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à
tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e
garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde
pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros
países", diz o texto.
"Bolsonaro não tem condições de seguir
governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a
economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos,
aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união
e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as
autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses
políticos autoritários", continua.
Leia à íntegra:
O
BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO
O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência
sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas
consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica. Em
nosso país a emergência é agravada por um presidente da República
irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes
para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das
famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública,
desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países.
Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira
já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo
imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os
recursos públicos necessários para salvar vidas.
Bolsonaro não tem condições de seguir
governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a
economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos,
aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união
e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as
autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses
políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político,
tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria
renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática
ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está
cometendo contra nosso povo.
Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo -
que anuncia medidas tardias e erráticas - temos compromisso com o Brasil. Por
isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno
de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações:
-Manter e qualificar as medidas de redução do
contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos;
-Criação de leitos de UTI provisórios e
importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e
para a população;
-Implementação urgente da Renda Básica
permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL
aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas,
quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade;
-Suspensão da cobrança das tarifas de
serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise;
-Proibição de demissões, com auxílio do
Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de
financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários;
-Regulamentação imediata de tributos sobre
grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos
bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de
saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das
renunciais fiscais, quando a economia for normalizada.
Frente a um governo que aposta
irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do
Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da
pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública,
atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também
obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as
iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias
constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e
patriotismo.
ASSINAM (por ordem alfabética):
Carlos
Siqueira, presidente nacional do PSB.
Carlos
Lupi, presidente nacional do PDT.
Ciro
Gomes, ex-candidato a Presidência pelo PDT.
Edmilson
Costa, presidente nacional do PCB.
Fernando
Haddad, ex-candidato à Presidência pelo PT.
Flavio
Dino, governador do estado do Maranhão.
Guilherme
Boulos, ex-candidato a Presidência pelo PSOL.
Gleisi
Hoffmann, presidenta nacional do PT.
Juliano
Medeiros, presidente nacional do PSOL.
Luciana
Santos, presidenta nacional do PC do B.
Manuela
D'Avila, ex-candidata a Vice-presidência (PC do B).
Roberto
Requião, ex-governador do Paraná.
Sonia
Guajajara, ex-candidata à Vide-presidência (PSOL)
Tarso
Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul
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